Chimichurri

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Não como carne há muitos anos, mas conhecia a fama do molho chimichurri no preparo de churrascos. Comprei uns três pacotes desse mix no supermercado em Mendoza para testar nos meus legumes grelhados, sem imaginar que ali começaria uma paixão.

Uso na tortilla, nos legumes refogados, na massa da pizza, nos molhos, em praticamente tudo que preciso temperar. Fiquei meio desesperada, imaginando o que faria quando acabasse o pacote, mas descobri que a Delitália vende em Fortaleza.

O condimento da marca que comprei, Alicante, é feito com alho desidratado, salsinha, orégano, pimenta branca e ají – uma pimenta peruana que é prima da dedo-de-moça.

Vocês verão meu amado chimichurri em muitas receitas por aqui.

Iogurte grego feito em casa – baixa lactose

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Passeios demorados por lojas de coisas para casa e cozinha fez parte de toda e qualquer viagem que fiz na vida. Trago eletrodomésticos, pratos, temperos, utensílios sem qualquer problema. Em Mendoza, fui algumas vezes com minha querida Neda Blythman à loja Falabella e foi lá que vi essa linda iogurteira Moulinex, com copos de vidro, tampas com marcação de data de vencimento, uma beleza.  A Neda disse que era muito parecida com a que sua mãe e avó usavam antigamente e eu não pude resistir à tentação de fazer parte de uma tradição Blythman. Trouxe essa maravilha pra casa e batizei-a de Matilda.

Valeu a pena, temos usado muito e o resultado é cada vez melhor. Porém, preparar iogurte parece muito fácil, mas exige alguns cuidados. Usar a iogurteira é um deles. Cresci com minha tia fazendo iogurte sem máquina alguma, mas confesso que prefiro um bom eletrodoméstico facilitando minha vida. No caso, a iogurteira preserva a temperatura estável, deixa o leite bem vedado com a condição perfeita para fermentar.  Quando a Matilda chegou aqui, quem mais usou foi meu marido. Com muitos testes, acertos e erros, ele descobriu a receita ideal:

Ingredientes:

1 litro de leite (usei Ninho, de caixa, com baixa lactose)

Um envelope de fermento Bio Rich (que você pode comprar clicando aqui)

Eu fiz assim:

Fervi o leite, desliguei o fogo e esperei 50 minutos.

Misturei o fermento ao leite com um batedor.

Coloquei nos copinhos da Matilda (devidamente limpos com água fervida)

Marquei sete horas na iogurteira e fui dormir.

Só isso. O resultado é um iogurte bem encorpado e cremoso. Se quiser comer assim, deixe na geladeira por duas horas, no mínimo e já está pronto. Mas, se quiser fazer o iogurte grego, é o seguinte:

– Coloque o iogurte em uma peneira forrada com uma fralda (nova e limpa, claro) ou um coador de café acoplado em uma jarra alta ou outro recipiente fundo. Tampe com um prato e deixe na geladeira por quatro horas.  O soro vai descer e o resultado será o iogurte grego. Coloque em um recipiente e bata bem com um batedor de arame.  O sabor NÃO é igual ao industrializado brasileiro – que é cheio de açúcar.

Algumas dicas finais:

– Algumas receitas indicam 10 horas de fermentação, mas isso deixará o iogurte ácido demais e cheio de soro.

– Algumas receitas também indicam o uso do termômetro, mas eu garanto que não precisa.

– Dá pra fazer iogurte sem iogurteira, sim. No blog Testado, provado e aprovado você pode ver o passo a passo.

– Se fizer o grego, use o soro que sobra em receitas que pedem leite ou água. É pura proteína.

– Geléias, frutas, mel, grãos, baunilha, etc devem ser acrescentados depois do iogurte pronto.

– Vou testar o uso do fermento Bio Rich com leites vegetais e tentar obter um iogurte sem lactose.

– Ao invés do fermento, você pode usar duas colheres de sopa de iogurte natural integral.

– Pelo que pesquisei, não existe mais iogurteira a venda no Brasil. Você pode comprar por esse link da Amazon. São vários modelos na faixa de 40 a 60 dólares – vi até um utensílio especial para iogurte grego.

Brevidades

 

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Ontem eu notei que estava com duas caixas de amido de milho (a nossa maisena, cuja marca mais famosa é Maizena: ))  no meu armário e decidi procurar uma receitinha de biscoito sem glúten, levinho, para servir para minha filha e uma amiga.

Procurei em inglês (corn flour, cornstarch), vi biscoitinhos em português, mas nada  agradava. Mudei a busca para “bolos”+ “amido de milho” e encontrei um post com o seguinte título:

RECEITA DE BREVIDADES

Ora, mas isso é quase um título de poesia! Descobri que Brevidades são bolinhos populares em Minas Gerais. Há versão de tabuleiro, cortado em retângulos ou assados em forminhas individuais. Vi receitas mais simples, de liquidificador e outras elaboradas, com mais ingredientes.

O blog Senhora do Carmo (outro título lindo!) reproduziu uma receita de brevidades do livro “Doce arte da época imperial mineira”.

A incrível Neide Rigo escreveu sobre as brevidades nesse post e lamentou que esse bolinho brasileiro tenha saído de moda. E eu lamento por nunca ter ouvido falar nele.

Eu usei como base a receita do blog Na Cozinha , mas fiz algumas alterações – tirei a manteiga e acrescentei o extrato de baunilha.

O preparo é rápido e bem fácil. O resultado é um bolo leve, fofinho, com uma linda cor branca, perfeito para comer com café ou chá. Como ele resulta em uma massa bem firme e não muito doce, parece perfeito para rechear com geléia.

Algumas receitas indicam o uso de raspas de casca de laranja ou limão para acentuar o sabor. Da próxima vez certamente testarei com limão. Essa é uma boa receita-base, mas ainda quero arriscar algumas modificações.

O melhor de tudo é que encontrei uma boa receita de bolo sem glúten e sem lactose. Espero que seja útil para muita gente divulgar as Brevidades. Esse título me inspirou e talvez faça parte do romance novo que estou escrevendo.

Ingredientes: 

3 ovos

2 copos de amido de milho

1 copo quase cheio de açúcar

1 colher de sobremesa de fermento em pó

1 pitada de sal

1 colher de sopa de extrato de baunilha

Eu fiz assim:

Bati as claras em neve com a pitada de sal (dizem que a neve cresce mais rápido). Sem desligar a batedeira, acrescentei as gemas e segui batendo.

Desliguei a batedeira e aos poucos coloquei a maisena e o fermento, peneirados. Incorporei tudo com uma colher e voltei a bater, deixando a baunilha por último.

Levei ao forno médio e pré-aquecido em uma forma quadrada de 20 cm, untada e polvilhada com maisena, por cerca de 20 minutos.

Eu vou dizer logo a verdade: desenformei e comi o primeiro pedaço ainda quentinho. Uma delícia!

Muffin de parmesão

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Comi muffins salgados maravilhosos na Starbucks de São Paulo ano passado e não consegui esquecer. Acho uma opção linda, prática e gostosa de comidinha. É legal pro lanche da escola, pra receber amigos, para levar em um pic nic… por isso não sosseguei até fazer minha própria versão em casa. Achei uma receita de Parmesan Muffin no blog da Cinara e adorei, pois confio de olhos fechados em tudo o que ela publica. Fiz algumas modificações e todo mundo aqui em casa curtiu muito o resultado. Esse lindo prato de dois andares ficou vazio bem rápido. : )

Ingredientes:

1 e 3/4  xícara de farinha de trigo

Uma colher de sopa de açúcar

1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó

1/2 colher de chá de bicarbonato

1/2 colher de chá de orégano

Uma xícara de parmesão fresco, ralado na hora

1 e 1/4 de xícara de creme de leite

1/4 de xícara de manteiga derretida

1 ovo grande

Noz moscada e pimenta do reino a gosto

Eu fiz assim: 

Muffin é muffin, então o método sempre vai ser de secos e molhados. Você separa duas tigelas: em uma delas, mistura os ingredientes molhados (creme de leite, ovo, manteiga) e na outra, os secos (farinha, açúcar, fermento, bicarbonato, orégano e meia xícara de parmesão).

Depois coloca os ingredientes molhados na tigela dos secos e mistura até incorporar. Não é pra bater, não é pra usar batedeira, é só mesmo para deixar tudo mesclado. Esse é o segredo do muffin.

Com ajuda de uma colher de sorvete, coloque a massa em uma forma de muffin untada, cubra com queijo parmesão e leve ao forno médio pré-aquecido por uns 15 minutos, até dourar.

Não deixe passar do ponto no forno, ou ele vai ficar seco e perder a graça.

Você pode colocar também tomate seco picado, salsinha, cebolinha, manjericão, os temperos que quiser.

Não adianta usar aqueles saquinhos de parmesão em pó. São horríveis. Tem que ser o fresco mesmo. Minha marca preferida é o Faixa Azul.

Não use forminhas de papel. O tostadinho de fora na forma untada vai fazer toda diferença.

Salada de Mendoza

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Vou logo explicar que batizei essa receita por motivos de puro afeto. Comi uma salada parecida com essa na casa da minha querida amiga Neda, em Mendoza, na Argentina. Fiquei uma semana com ela, cozinhamos, conversamos, fomos ao supermercado muitas vezes e eu achei que poderia morar na cozinha maravilhosa que ela tem – espaçosa, com armários brancos e cheia de delícias. 

Voltando à salada: é simples, deliciosa, encorpada e funciona super bem como uma refeição. Enquanto a Neda cortava o avocado, fui explorar o armário de temperos e encontrei essa maravilha chamada pimentão defumado. O que ela tem foi comprado no Chile, mas encontrei um da marca argentina San Giorgio, trouxe dois e não sei o que vai ser de mim quando acabar.

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Uso em tudo e adoro cada dia mais. Aqui no Brasil temos a páprica – que é exatamente a mesma coisa, com a diferença de não ter o saborzinho defumado. Outra adaptação: a Neda usou avocado, mas aqui usei abacate e ficou bom demais também.  

Ingredientes: 

Um abacate ou avocado

Dois tomates inteiros ou dez tomatinhos cereja

Sal a gosto (se for Maldón ou Flor do Sal, melhor ainda)

Um fio de azeite

Páprica a gosto 

 

A Neda fez assim e eu também:

Não tem receita, pessoal. É cortar com cuidado pra ficar tudo bonitinho, temperar com sal, fio de azeite e páprica. O único cuidado que tive foi fazer uns 10 minutos antes de servir para que o sal fizesse efeito. Lá em Mendoza eu fiz um molhinho com o azeite e o pimentão defumado, mas aqui em casa eu usei os dois separados mesmo.  

 

Picolé de manga

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Desde que ganhei uma forma de picolé da minha querida amiga Marcela, não canso de testar receitas. É uma sobremesa prática, com pouca chance de dar errado e que acolhe versões cremosas ou mais leves.  Já fiz vários, mas acho que esse foi o melhor de todos: um simples e refrescante picolé de manga. A receita é do site Uno de Dos. Dessa vez eu disse para mim mesma que seria obediente e faria (quase) tudo igual ao blog. Deu muito certo.

Ingredientes: 

300 gramas de manga picada

1/4 de xícara de água

1/4 de xícara de açúcar

Suco de meio limão

Uma pitada de sal

Eu fiz assim: 

1. Levei a água com o açúcar ao fogo, deixei ferver por dois minutos e depois esperei esfriar. (mentira, a receita manda isso mas eu não esperei nada)

2. Bati a manga, o suco de limão e o sal no liquidificador.

3. Adicionei a calda de açúcar já fria (faz de conta) e bati mais um pouco.

4. Enchi as forminhas, coloquei os palitos e deixei no congelador por cerca de 10 horas.

* para quem não quiser açúcar, sugiro substituir por 1/4 de xícara de agave, maple syrup, mel de milho, mel de abelha, ou nada, se quiser. Ele congela bem de qualquer forma, mas essa calda dá uma viscosidade e deixa o picolé mais macio.

* a dica da forma de picolé eu vi no blog Chucrute com Salsicha, da querida Fernanda. A marca é Norpro e você pode comprar no site da Amazon.

Cachorro quente vegetariano, The Crazy Dog, Fortaleza

Já fomos várias vezes comer o hot dog vegetariano do The Crazy Dog, aqui em Fortaleza. Eles usam a salsicha de soja da Superbom – que eu também já usei muito em casa, mas não tenho encontrado nos supermercados há tempos. A oferta de ingredientes para incrementar o hot dog é bem farta, mas eu confesso que fico feliz com o molho vegetariano que eles fazem, a cebola caramelada e o toque final de batata palha por cima. O pão é gigantesco, o serviço é legal e o preço, justo. É bom ligar antes para saber se tem salsichas vegetariana. Já fui uma vez e estava em falta. O The Crazy Dog também entrega em casa. Recomendo.

(Foto retirada do Facebook do The Crazy Dog)Imagem

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Veggie Burger do América, São Paulo

Veggie Burger do América, São Paulo

Eu moro em Fortaleza, mas vou bastante a São Paulo e sempre, sempre, sempre como o Veggie Burger do Restaurante América. Uma vez fiquei hospedada em frente ao Shopping Bourbon e acho que comi esse hambúrger quase todos os dias. Nessa loja o maitre Aldo atende no maior carinho. Nada melhor do que sentar e fazer um pedido sem precisar explicar, adaptar, trocar ingredientes. O hambúrger é feito com quinoa, abobrinha e cenoura. Recomendo, com água na boca. : )

 

(A foto eu salvei do site oficial do restaurante – http://www.restauranteamerica.com.br/)

Moka : um amor abalado

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Vi a primeira Moka Express da minha vida em um antiquário em Salvador, perto da Igreja das Mercês, mais ou menos em 1995. Na época ainda não era popular no Brasil e foi paixão à primeira vista, mas o vendedor cobrava caro por ela. Só comprei uma Moka da Bialleti pra chamar de minha em 1998. Uso desde então (não a mesma, deve ser uma bisneta) e pra mim não existe café mais gostoso, de todos que tomei por esse mundo afora.

Tanto amor, tanto amor… até descobrir que a Moka é feita de alumínio!!! Muitas pesquisas sérias comprovam que o alumínio das panelas e afins é transferido para os alimentos durante o cozimento. Outras desmentem, dizem que é só boato. Eu uso a Moka duas vezes ao dia. Caso seja verdade, estou toda aluminizada por dentro (inventei agora). Perguntei à minha médica homeopata, que foi taxativa: joga fora.

Em um ato de imenso desapego, disse adeus às minhas três mokas compradas na Itália e corri pra comprar uma de inox na Kitchen Bazar. É bonitona, moderna, cheia de design, mas eu sinto saudades minha old fashioned oitavada dos anos 30.

Nessa busca toda descobri que o neto do Alfonso Bialleti é um designer incrível, o Carlo Alessi e criou essa maravilha de Moka moderna em inox:

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Entrou para a lista de desejos imediatamente! Se quiser uma, compra na Amazon e me convida para o cafezinho!

Torrada italiana

Vi um pacote de pão integral, quase completo, às vésperas da data de validade.Do outro lado, duas meninas estudando matemática, que precisariam de um lanche a qualquer momento. Foi então que transformei os pães em uma travessa irresistível de torrada italiana. Inventei o nome na hora. Nunca mencionei a palavra alho. Elas comeraram loucamente, disputaram as últimas fatias e foram super bem na prova de matemática do dia seguinte.

Ingredientes:

Pão integral cortado em quadradinhos

Manteiga

Azeite de oliva

Alho amassado (usei três dentes para um pacote de pão)

Manjericão

Orégano

Queijo parmesão (opcional)

Eu fiz assim:

1. Refoguei o alho, azeite e manteiga em uma frigideira, até ficar bem douradinho.

2. Misturei os outros ingredientes. Adicionei mais azeite, noz moscada e um tico de sal.

3. Arrumei os quadrados de pão em uma forma, coloquei a mistura por cima e o queijo por último.

4. Com 20 minutos de forno já está pronto. Não gosto de torrada muito ressecada, preservei a maciez do pão, com a ajuda do azeite.

Um dica:

A quantidade de azeite depende da quantidade de pão, mas o importante é que cada pedaço seja totalmente coberto pela mistura.

Use as ervas e temperos que você quiser.

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